Ter participado da concepção do Programa Cultura Viva mudou minha trajetória de vida. Contextualizando, para quem não sabe do que se trata, essa política pública teve inicio na primeira gestão de Gilberto Gil como Ministro da Cultura, em 2004. Foi uma abordagem que inovou ao reconhecer iniciativas já existentes de cultura popular em uma época que a cultura era apenas direcionada para elites e “belas artes”.
Contei um pouco da experiência dessa época no meu trabalho de conclusão de curso de jornalismo em 2009 no livro Cultura Digital e os Pontos de Cultura.
Ano passado fui contratada como consultora da Unesco para voltar ao MinC e contribuir para a nova versão do Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura. Ele foi lançado em 2015, quando eu ainda estava no Ministério atuando junto ao Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC). Ambas plataformas adotaram o software livre Mapas Culturais para operacionalizar seus sistemas.
Quando retornei os sistemas ainda estavam a versão 5 do software, ou seja, praticamente igual a como foram deixadas há uma década. Sendo assim, o desafio era grande, a equipe reduzida, mas a força de vontade superou esses desafios. Em um ano conseguimos migrar, atualizar e desenvolver um novo Cadastro. Para mim foi uma oportunidade de colaborar com o Mapas, um software que sempre esteve presente no ecossistema da cultura digital brasileira.
Foi importante conseguir realizar essa entrega logo após a Política Nacional Cultura Viva comemorar 20 anos em um encontro em Salvador ano passado.
Como parte da entrega do novo Cadastro participei da live de lançamento da nova versão do Mapas e da edição #13 do Abrindo o Código, cujos vídeos compartilho abaixo.

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